Comentário às Leituras Dominicais (Fev. 2019) por fr. José Nunes, op

 

10 Fevereiro – V Domingo do Tempo Comum – Ano C

Nas três leituras de hoje aparecem-nos homens inseguros e com receios: Isaías, Paulo, Pedro, cada um à sua maneira e em circunstâncias próprias, são chamados a confiar mais em Deus do que nas suas próprias forças e a mostrar total disponibilidade.

Isaías é destacado para uma missão, foi chamado (este texto é mesmo o da sua ‘vocação’). De facto, apesar das nossas muitas imperfeições, limitações e pecados, Deus conta connosco para exercer o Seu plano salvífico no mundo. Ele pode (e realiza) fazer milagres… mas de modo habitual o grande milagre é o que Ele opera connosco, fazendo-nos capazes de ser as suas testemunhas na história dos homens.

Paulo fala com muito realismo da ressurreição e de como Jesus se deu a reconhecer a muitas pessoas, incluindo a ele próprio. Esta experiência pessoal do ressuscitado, que cada um de nós também é desafiado a fazer (reconhecendo a Sua presença bem viva e actuante nas nossas vidas), essa experiência é que é a garante da nossa fé! Então, tal como Tomé e muitos outros de que nos fala São João com as mesmas palavras, vimos e acreditamos.

No evangelho de Lucas, Jesus senta-se como o Mestre da Barca que é a Igreja, e na qual Pedro tem lugar de destaque. A barca (Igreja) navega no mar (Mundo) e aí os discípulos de Jesus serão pescadores de homens (já não de peixes…). Isto é uma clara alusão à importante e indispensável missão da Igreja, de que João Paulo II falou muito na Novo Milenium Ineunte («duc in altum», ou seja, ‘Igreja, faz-te ao largo’) e de que o papa Francisco falou também muito na Evangelii Gaudium («uma Igreja em saída»). E nessa missão não há que ter medo, pois Jesus vai connosco na ‘barca’, acompanha-nos, orienta-nos e encoraja-nos.

 

09/02/2019

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